Meu amado pet

Pode falar a verdade, afinal não é segredo para ninguém: você é louco por seu bichinho de estimação. Não importa se é cachorro, gato, papagaio ou até um simpático ratinho, cada dia mais o animal domesticado se torna membro da família. Vai ver foi sempre assim, mas nos dias de hoje, quando esses seres queridos ganham notoriedade, inclusive do ponto de vista da lei, adquirir um animal é coisa muito séria.

Maltratar? Nem pensar, pois essa atitude configura, merecidamente, um crime. Portanto, proliferam-se os movimentos pela proteção dos animais, bem como os apelos para adoção e outras ações que possam ajudá-los a viver bem.

Apesar de irracionais, dividimos nossa casa com eles, criaturas que também devem ser respeitadas e amadas. A relação entre os seres humanos e os animais, por vezes, causa especulação. Suas atitudes seriam mesmo apenas instinto?

Os cientistas têm feito descobertas surpreendentes. O corvo, por exemplo, se destaca pela habilidade de criar ferramentas; os golfinhos conseguem se reconhecer no espelho; os elefantes emitem mais de dez sons diferentes para se comunicar em sua complexa vida sociável.

Incrível, não é mesmo? Pena que, com esses animais, não seja possível conviver como se convive com um cachorro. E por falar em cães, há indícios de que eles seriam capazes de perceber o tempo pelo olfato. “Cada vez mais compartilhamos o planeta com animais que fazem coisas extraordinárias e que pensávamos que só nós fazíamos”, disse o pesquisador Brian Hare, da Universidade de Duke, nos Estados Unidos.

Ter um animal faz bem

Não raro, pessoas que não tinham muita afinidade com gato e cachorro acabam se rendendo ao encanto dessas espécies. Isso ocorre, principalmente, devido à troca afetiva que desperta na pessoa um carinho sem precedentes.

No que tange às mulheres, existem algumas explicações para a explosão de amor entre elas e seus bichinhos. Cientistas japoneses descobriram que, ao adotar um filhote (de gato ou cachorro), a mulher passa a produzir mais ocitocina, hormônio resultante de diferentes tipos de prazeres, do desenvolvimento de afeto e até da alegria quando a mãe amamenta.

Além disso, a relação entre o dono e seu animal de estimação libera endorfina, dopamina e outros hormônios relaxantes, ajudando a reduzir a ansiedad08_VS_DEZ15_MatCapae. E tem mais: pesquisadores de Cambridge, na Inglaterra, garantem que donos de cães e gatos vão menos ao médico.

O tempo dividido com um animal pode ser bastante vantajoso, seja em uma caminhada, quando o dono se exercita e se aproxima de outras pessoas, ou em casa, evitando a solidão.

Já para as crianças, a presença de animais pode ser boa sob vários aspectos. A chegada e a partida deles são momentos importantes para os pais ajudarem os filhos a lidar com as conquistas e despedidas da vida. Outro ponto interessante é utilizar o carinho da criança pelo animal como meio de introduzir conceitos de responsabilidade, como o do famoso jargão “quem ama, cuida”.

Não podemos nos esquecer de que um animal de estimação incentiva a expressão dos sentimentos. Até mesmo aquelas pessoas mais fechadas se pegam sorrindo, envolvidas com as gracinhas do bichinho.

Não é sem razão que a terapia com animais tem se mostrado ótima aliada no combate à depressão. Outras doenças também são amenizadas, em especial pela companhia do cão, como ocorre com os portadores de necessidades especiais. O cão-guia é um grande amigo dos cegos.

Cristiane Blanco e Laís Milani, psicólogas e diretoras de Terapia Assistida por Animais do Instituto Nacional de Ações e Terapias Assistidas por Animais (INATAA), explicam que o cão é um facilitador no processo terapêutico, podendo ser bem utilizado em diferentes áreas de necessidade dos pacientes.

Não, obrigado. Sou alérgico

 Uma das grandes barreiras entre a aproximação de uma pessoa com um animal tem que ver com possíveis desencadeamentos de quadros alérgicos. São muitos os relatos de quem chegou perto de um gato e, logo em seguida, sentiu os olhos ardendo, lacrimejantes e avermelhados. Outros dizem que os pelos dos cães provocam espirros.

Nesse caso, temos duas situações. Uma é a de que os especialistas atribuem esse tipo de alergia à descamação da pele do animal. Além disso, algumas pessoas podem ter predisposição a ser alérgicas à urina, à saliva e até mesmo ao contato com o pelo do animal.

 Outro ponto tem que ver com pesquisas recentes que dizem que, apesar de em algumas situações os animais despertarem alergias, em outras, eles protegem contra elas. Isso se daria pelo relaxamento obtido pelo contato com o animal, fato que aumenta os níveis de imunoglobulina – anticorpo presente nas mucosas que evita a proliferação de vírus ou bactérias.

No que diz respeito às crianças, um estudo realizado pela Clinical & Experimental Allergy aponta que as crianças com menos de um ano de idade em contato com cães dentro de casa tiveram uma redução de 50% nas chances de desenvolver alergia na fase adulta. Isso acontece devido ao fato de o sistema imunológico estar sempre exposto aos alérgenos, gerando, assim, a formação de anticorpos desde os primeiros momentos de vida.

Seja lá qual for o seu caso, vão aí algumas dicas para que a alergia não o impeça de amar seu bichinho:

  • Dê banho nos cães e gatos uma vez por semana. Peça a alguém não alérgico que escove o animal de estimação diariamente, do lado de fora da casa.
  • Deixe o quarto e a cama do alérgico bem longe do animal! Mas saiba que mesmo restringindo o território dele, o alcance dos alérgenos não é restrito, eles se espalham em uma grande área, principalmente com o ar-condicionado, e também pegam carona nas roupas das pessoas.
  • Encape com capas antiácaros todos os colchões e travesseiros da casa, principalmente do alérgico.
  • Se a cama do animal for lavável, lave-a uma vez por semana em água quente e com produtos que contenham acaricida.
  • Considere deixar os animais do lado de fora da casa, se possível. Essa pode ser uma ótima opção para os alérgicos.
  • Não deixe que os alérgicos da família abracem, beijem ou acariciem demais os animais. Sempre lave a mão após o contato com o animal.
  • Se possível, deixe no quarto do alérgico e no local que ele mais frequenta um aparelho de purificação do ar.
  • Passe o aspirador de pó com filtro de água(o de água, pois o normal suspende os alérgenos) diariamente nos tapetes. Limpe os móveis com pano úmido e acaricida para retirar o pó duas vezes por semana.

Fonte: Alergoshop

Fique atento!

Alguns sintomas comuns da reação alérgica a animais:

  • Coceira nos olhos
  • Dificuldades para respirar
  • Tosse
  • Manchas na pele
  • Asma

Anote aí!

Outras medidas que podem evitar a crise alérgica:

  • Deixe a casa ventilada
  • Lave as mãos quando tocar no animal e não as leve aos olhos
  • Lave o local em que os cães e gatos dormem e passam a maior parte do tempo
  • Em caso de felinos, deixe a caixa de areia do lado de fora e o mais longe possível do contato com a família

Fique sabendo: Geralmente, todos os animais que têm pelos e penas possuem uma descamação natural da pele, que é responsável pela alergia.

Curiosidade: Mesmo um gato todo careca pode causar alergias. São os flocos que caem da pele do animal, normalmente células mortas, que causam a alergia. A saliva do animal nos pelos, assim como a urina também podem ter seu grau de culpa. E os pobres gatos são causadores mais comuns de alergias que outros animais.

 Dica: Antes de achar que seu bichinho possa ser o causador da alergia, procure um médico alergologista para saber exatamente do que se trata seu problema e a melhor maneira de preveni-lo.

Ter um animal em casa é…

…algo que mexe com as emoções. Quando você chega, a felicidade do bichinho é tanta que se torna contagiante. Aliás, você também sente falta dele durante o dia.

Nessa relação, talvez a ausência seja uma das coisas mais difíceis de administrar. A vida corrida nos rouba o tempo e a energia. Enquanto isso, seu precioso animalzinho não vê a hora de você chegar em casa para tirá-lo do marasmo, o que nem sempre acontece.

Contudo, o tempo, ou melhor, a falta dele é, sem dúvida, só mais um desafio. Mesmo que tudo vá bem, ainda assim os gastos não são poucos. Vacinas, boa ração, banho e tosa e, por que não, adestramento? Pode ser mais fácil terceirizar a educação e imposição de alguns limites ao seu animal – tarefa que exige (de novo) tempo e paciência – do que você conseguir fazer com que ele observe as regras que você deseja.03_VS_DEZ15_Sumario

Dessa forma, aquela escolha (ou resgate inocente) traz uma gama de responsabilidades, as quais ajudarão seu amigo irracional a viver mais feliz.

Pensando nisso, selecionamos algumas dicas de especialistas em educação animal, coordenados por Alexandre Rossi, fundador da Cão Cidadão e também conhecido como Dr. Pet.

De consciência tranquila!

Se seu cãozinho fica em casa sozinho, use algumas táticas para entretê-lo enquanto ele espera você chegar:

  • Deixe o ambiente mais interessante para o cão realizar atividades e ofereça alguns brinquedos que ele possa usar na sua ausência.
  • Use alguns modelos de brinquedos que substituem os potinhos de comida do cão, fazendo com que ele tenha mais trabalho para conseguir se alimentar e, consequentemente, gaste mais energia.
  • Existem também brinquedos como tabuleiro, cujo objetivo é tirar ou arrastar uma pecinha para conseguir comer o alimento; existem bolinhas ocas e com um furinho que, enquanto o cachorro vai girando, o alimento sai aos poucos; e também há opções de brinquedos feitos com material reciclável, como a garrafa pet, que todo mundo pode produzir em casa (veja como fazer esse tipo de brinquedo no quadro “Enquanto eu não chego”).
  • Outra coisa importante é não deixar o cachorro sozinho somente quando for necessário. Faça isso em algumas atividades da rotina, para que ele entenda que não tem problema ficar sozinho e que o dono vai voltar. Por exemplo, monte um desses brinquedos para ele e o deixe brincando, enquanto você estiver tomando um banho.
  • Não se esqueça de passear com ele, pois isso o deixa mais relaxado, ajudando até mesmo a acalmá-lo quando precisar ficar sozinho novamente.

Fonte: Malu Araújo, consultora comportamental da Cão Cidadão/Petshop Magazine

 

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Enquanto eu não chego

Pegue uma garrafa pet, retire o rótulo e faça em média três furinhos nela (o tamanho do furo deve ser suficiente para sair o que foi colocado dentro, mas não tão grande a ponto de que saia tudo de uma única vez). O ideal para ser colocado nesses brinquedos é o próprio alimento do seu animal. Petiscos também são indicados, mas não podem ser usados em excesso.

 E para quem mora em apartamento?

Se você mora em apartamento e tem um cachorro, lembre-se de que ele continuará precisando ter uma rotina de atividades. Passear é uma excelente forma de começar o dia, já que caminhar é um exercício muito completo, não apenas por gastar energia, mas também pelo contato com outras pessoas e animais, cheiros pelo caminho, sons do ambiente.

No entanto, não é todo dono que tem condições de passear com o cão antes ou depois do trabalho. Nesse caso, existem passeadores profissionais. Busque informação e encontre um da sua confiança.

Além de brinquedos (como os já citados), outra brincadeira muito fácil de preparar é a “caça ao tesouro”, que nada mais é do que, em vez de colocar a ração no pote, você a espalhar pela casa, em locais que o animal pode frequentar, deixando que ele a procure. Dessa forma, ele terá atividade enquanto não tem ninguém em casa.

Ensinar comandos também é um modo de fazer com que os pets tenham mais estímulo mental, além de ajudar na obediência.

 Fonte: Malu Araújo, consultora comportamental da Cão Cidadão/Petshop Magazine

 Meu cachorro destrói brinquedos. E agora?

Essa é uma grande possibilidade. Apesar de as dicas serem práticas, existem cães muito agitados e até ansiosos, que adoram extravasar energia “destruindo” os brinquedos. Mas, de acordo com o Dr. Pet, isso não é nenhuma anomalia. Se esse é o seu caso, você deve providenciar brinquedos que podem ser destruídos e que não vão machucar seu bichinho. “O fato de o animal estar estragando o brinquedo e destruindo coisas dele significa que ele está se ocupando e deixando de estragar outra coisa”, explica o Dr. Pet.

 Dica: Deixe seu cão destruir os brinquedos dele!

Quando seu cachorro estiver destruindo o brinquedinho dele, incentive-o, elogiando a atitude. Quando ele tentar destruir outros objetos (sofá, sapatos e outras coisas), associe o ato com alguma coisa que o desagrade.

 E quanto aos felinos?

Os gatos têm se tornado cada vez mais populares e uma boa opção para as famílias. Há quem diga que eles são mais independentes do que os cachorros, daí a preferência. Contudo, o gato também sente falta do dono em casa e, por isso, requer algumas atenções especiais.

Os gatos adoram os lugares mais altos porque isso os ajuda a ter maior controle do mundo que enxergam. Sendo assim:

Coloque prateleiras dispostas de modo a formar verdadeiros “labirintos-escadas”, em que o gato possa subir e se locomover.

  • Providencie telas para janelas e varandas – locais em que eles passam bastante tempo.
  • Estimule o olfato do seu felino por meio da alimentação. Em vez de deixar a ração à disposição, em um único pote, separe a quantidade diária em vários potinhos, dispostos em locais que ele terá que escalar e procurar.
  • Para estimular o instinto caçador, você pode embrulhar as porções de ração em guardanapos ou envelopes. Isso dificultará a “caça”, obrigando-o a abrir o “pacote” para poder chegar à comida.
  • Gatos adoram arranhar. Procure um arranhador em lojas ou fabrique um artesanalmente.
  • Envolva esse arranhador em um catnip (uma erva para gatos) que tornará o objeto ainda mais atraente. Dessa forma, você afasta a possibilidade de o gato arranhar sua mobília.
  • Bolinhasde ping-pong, bolinhas de papel e brinquedinhos próprios para gatos, que deslizam no chão, são ótimos atrativos também para estimular o instinto de caçador desse pet, já que, ao tocar nos brinquedos, estes rolam e o gato corre atrás para “caçá-los”.
  • Pendure fios com guizosna ponta das maçanetas das portas. Assim, você estimula o gato a saltar para agarrar o objeto que faz barulho. Mas tenha cuidado com qualquer tipo de fio: gatos podem facilmente se enroscar e um acidente pode acontecer; por isso, é importante certificar-se de que o fio esteja bem preso.
  • Outra opção são brincadeiras com ponteiras de laser. Isso deixa os gatos malucos para caçar aquele pontinho vermelho na parede. É uma ótima brincadeira que proporciona uma atividade física para cansá-los. Você pode terminar a brincadeira do laser apontando-o para um petisco gostoso, pois isso demonstrará que a “caça” aconteceu.

Fonte: Cássia Rabelo Cardoso dos Santos, adestradora/Tudo gato

Socorro! Meu pet não gosta das visitas

Quatro passos para ajudar quando seu animal de estimação parece agressivo com as visitas:

  • Com calma, tire seu pet da situação. Sem punição, guie seu pet a um local tranquilo e que ele se sinta seguro. Ah! Deixe uns brinquedinhos por lá também. Não deixe que o momento delicado e embaraçoso o leve a fazer algo que você vá se arrepender depois, como puni-lo. Lembre-se: ele é seu amigo!
  • “Aos poucos, vá descobrindo o motivo das mordidas. Você precisa investigar o comportamento do seu pet. Ele pode estar com algum problema ou sob estresse. Também é importante observar a visita mordida: detalhes como idade, sexo, barba, anéis, colares, vozes estranhas ou atitudes podem ter provocado o pet”, afirma o Dr. José Roberto Souza Ribeiro, diretor técnico veterinário da Health for Pet.
  • Procure atentamente por sinais de estresse no corpo do seu pet. Baixe gratuitamente o infográfico de linguagem corporal: http://goo.gl/OjUWV3
  • Você sabia que o maior causador do estresse nos cachorros é o tédio? Eles precisam liberar energia. Passear com o pet é um benefício para a saúde física e mental tanto para o cão, quanto para o tutor.

Fonte: Health for pet

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