quarta-feira, 24 julho

A eternidade no coração

Texto por: admin 29 julho, 2016 Sem comentários

Existe satisfação para o desejo humano de viver para sempre?

Um dos sonhos mais primorosos do ser humano é o da longevidade. O ser humano deseja se eternizar. O desejo de uma vida longa está presente em todas as etnias e culturas. Certa vez, alguém disse: “O homem é eterno quando seu trabalho permanece.” De fato, essa declaração expressa o sonho humano de prolongar a vida.

Certa vez, num desfile de moda em Estocolmo, capital sueca, a imprensa destacou uma jovem de 22 anos que, na ocasião, havia se tornado símbolo de beleza em toda a Suécia. Entre as várias perguntas de sua entrevista, uma jornalista inglesa quis saber: “O que significa para você ser símbolo de beleza?” Ela prontamente respondeu: “Muita coisa, mas, principalmente, longevidade.” E acrescentou: “Quero manter para sempre minha performance.”

Entretanto, a realidade da morte parece anuviar a perspectiva da longevidade. Segundo a Organização Mundial de Saúde, a população mundial vem envelhecendo de maneira acentuada. Humanamente, a morte é o fim de todos os sonhos e projetos. O sábio Salomão escreveu: “Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, porque no além, para onde tu vais, não há obra, nem projetos, nem conhecimento, nem sabedoria alguma” (Eclesiastes 9:10).

Na tentativa de alcançar a longevidade, muitas pessoas planejam e colocam em prática um estilo de vida cujo objetivo é prolongar a vida. Esse fato tem levado as pessoas a buscar alternativas, principalmente no que se refere a selecionar melhor seu cardápio. E, de fato, por meio de estudos e pesquisas, a ciência tem comprovado, por exemplo, a relação da longevidade com uma dieta vegetariana. Pessoas de vários segmentos sociais têm optado por um regime alimentar à base de cereais, frutas e verduras, porque acreditam na eficácia desses alimentos para uma vida mais longa.

A longevidade média da população mundial (e brasileira) cresceu muito durante o século 20. Com novas tecnologias e avanços médicos, a tendência é de aumento progressivo na longevidade humana. Todavia, quanto mais longeva, mais envelhecida se torna a pessoa. E, nesse sentido, os conceitos de longevidade e envelhecimento possuem acepções semelhantes.

Há cerca de dois mil anos, Cristo fez uma declaração cheia de significado. Ele disse: “Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância” (João 10:10). Isso significa a vida em sua plenitude. A vida humana abrange os aspectos físico, intelectual e espiritual. Isso pressupõe o ser humano como uma unidade indivisível. A vida física é considerada plena quando a pessoa está cheia de vigor e saúde.

As palavras de Cristo alcançam uma dimensão que vai além da mera expectativa de vida. Embora na língua grega vida seja a tradução da palavra bios, Cristo, em Sua declaração, usou a palavra grega zoê, que significa vida como princípio ou vida no sentido absoluto. Enquanto bios se refere à vida extensiva, zoê se refere à vida intensiva. Portanto, as palavras de Cristo se referem à vida eterna.

O ser humano pode fazer planos para uma vida longeva, mas a verdadeira longevidade só é alcançada em Jesus Cristo. Ele mesmo disse: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida [zoê]” (João 14:6). Divorciado dEle, o homem não vai a lugar algum. Portanto, somente nEle e por meio dEle sua vida deixa de ser bios e passa a ser zoê.

“Quando, por meio de Jesus, entramos no repouso, o Céu começa aqui. Atendemos-Lhe ao convite: Vinde, aprendei de Mim; e assim fazendo começamos a vida eterna” (O Desejado de Todas as Nações, p. 331).

Nerivan Silva é editor associado da revista Vida e Saúde

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