quarta-feira, 24 julho

Riquezas esquecidas

Texto por: admin 17 março, 2017 Sem comentários

Muitas vezes, nós já as possuímos, mas não as valorizamos devidamente

Conta-se que um certo comerciante, amigo do poeta Olavo Bilac, queria vender seu pequeno sítio. Certa tarde, caminhando pela rua, ele se encontrou com Olavo Bilac. “Amigo, como estás”? Perguntou ele. “Tudo bem!” Respondeu o poeta. O comerciante continuou: “Quero vender meu pequeno sítio e preciso de alguém que faça um anúncio para o jornal. Você poderia fazê-lo”? A história conta que Olavo Bilac pegou um papel e escreveu: “Vende-se uma encantadora propriedade, onde, ao amanhecer, os pássaros cantam em meio às árvores. Ela é cortada pelas águas cristalinas de um ribeirão, e o sol, ao nascer, banha a casa, oferecendo-lhe sombra tranquila durante a tarde, na varanda”. O poeta entregou o anúncio ao comerciante e foi embora. Cerca de dois meses depois, Olavo Bilac se encontrou com aquele homem e lhe perguntou: “O senhor já vendeu o sítio”? Ele respondeu: “O quê?! Jamais! Quando li o anúncio no jornal, percebi que meu pequeno sítio é um tesouro”.

A insatisfação com o que se tem abre as comportas do consumismo desvairado e afeta a saúde, principalmente o estado emocional, que acaba gerando forte ansiedade. Obviamente, precisamos estabelecer metas e objetivos para a vida. Os tempos modernos demandam isso. Não devemos nos conformar com o mínimo quando podemos atingir mais.

Entretanto, devemos desenvolver uma visão positiva do que já temos, ainda que seja algo pequeno. E quando se trata de pessoas, muito mais. A vida, embora difícil em algumas circunstâncias, também nos proporciona verdadeiros tesouros: o cônjuge, a saúde, uma amizade verdadeira, o amor dos filhos, momentos de alegria e felicidade, e outros. É claro que, para muitos, alguns desses elementos não são bons. Por exemplo, para uma pessoa infeliz no casamento, o cônjuge, talvez, não seja uma coisa boa. Porém, todos nós temos tesouros na vida. Lamentavelmente, nem sempre os valorizamos como deveríamos.

O egoísmo impregnado no coração das pessoas gera uma incapacidade de valorizar e se “conformar” com o que se tem. O apóstolo Paulo, grande protagonista do Cristianismo, escreveu: “Aprendi a viver contente em toda e qualquer situação” (Filipenses 4:11). De fato, isso demanda aprendizagem. As histórias de Paulo narradas pelas Escrituras dão evidências de que ele não se conformava com pouco quando podia ir além. Foi um homem cuja visão de seus ideais era de longo alcance. Mas ele tinha consciência de que a valorização do que se tem coloca o ser humano acima das coisas. Nesse caso, ele se torna senhor e não um mero objeto das circunstâncias.
Quando aquele comerciante leu o anúncio da venda de seu pequeno sítio no jornal, se deu conta da riqueza que tinha. O que lhe faltava? A resposta é óbvia: um aguçado senso de valor do que possuía. E você?
Seu trabalho, seus amigos, o conhecimento adquirido, o sorriso de seus filhos, sua fé, seu cônjuge, enfim, são tesouros em sua vida. Portanto, valorize-os! Até porque, você não sabe por quanto tempo mais os terá. No que se refere à família, alguém disse certa vez: “Valorize seus entes queridos, porque eles serão as únicas pessoas que permanecerão ao seu lado, quando você morrer.”

Dizia Mahatma Ghandi, o líder Indiano: “A arte da vida consiste em fazer da vida uma obra de arte”. E isso tem tudo que ver com a saúde.
Sucesso!

Nerivan Silva é Jornalista.

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